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Remo português faz história: quatro campeões do mundo de sub-23 em Duisburgo

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Portugal conquistou três títulos mundiais de sub-23 no campeonato do mundo de remo disputado em Duisburgo, a 24 e 25 de julho. É o melhor resultado de sempre do país neste escalão e produziu quatro campeões do mundo numa única edição.

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Embarcação de remo estreita a deslizar sobre água calma, vista de cima.
Uma final A de 2000 metros decide-se, quase sempre, nos últimos quinhentos.

O campeonato do mundo de remo de sub-23 de 2026, disputado em Duisburgo, na Alemanha, deu a Portugal o melhor resultado de sempre da modalidade neste escalão. Nos dias 24 e 25 de julho, o país conquistou três medalhas de ouro e passou a contar quatro campeões do mundo saídos de uma única edição.

O primeiro título chegou pelo duplo scull masculino. Pedro Rodrigues e Tomás Neves venceram a final A dos 2000 metros com o tempo de 6:20.83 e assinaram o primeiro ouro português de sempre num campeonato do mundo de sub-23 de remo. Nas provas de solitário, João Veloso sagrou-se campeão do mundo em pesos leves e Diogo Gonçalves venceu a prova de skiff.

Três ouros e quatro campeões numa só edição são números sem precedente para o remo nacional a este nível. O Presidente da República, António José Seguro, enviou uma mensagem de felicitações a 26 de julho, em que classificou o resultado como um marco histórico para o remo português e assinalou o trabalho da federação, dos treinadores e dos clubes que formaram estes atletas.

Para quem acompanha a modalidade de fora, convém explicar a diferença entre as provas. No remo de pares — a que pertence o skiff e o duplo scull — cada atleta maneja dois remos, um em cada mão. No remo de ponta, cada atleta maneja um único remo, apoiado num dos bordos. São gestos técnicos distintos, com implicações no equilíbrio da embarcação e na forma como a potência é transmitida à água, e raramente os mesmos atletas se destacam nos dois.

A categoria de pesos leves, em que João Veloso venceu, funciona com limites de massa corporal verificados antes das provas. A sua existência responde a um problema estrutural do remo: numa modalidade em que a força absoluta é determinante, uma categoria única excluiria por completo atletas de menor estatura. É o mesmo raciocínio que sustenta as categorias de peso noutras modalidades, aplicado a um desporto de resistência.

As finais A de 2000 metros — a distância padrão do remo internacional — duram entre seis e sete minutos e dividem-se, na prática, em quatro fases: um arranque muito acima do ritmo de cruzeiro, um bloco central de cadência estabilizada, uma leitura tática por volta dos 1500 metros e um último quarto em que a cadência sobe de novo. O tempo de 6:20.83 registado pela dupla portuguesa insere-se na faixa alta deste escalão.

O próximo grande compromisso da modalidade é o 54.º campeonato do mundo de remo, que decorre entre 24 e 30 de agosto de 2026 no Bosbaan, em Amesterdão, organizado pela World Rowing e pela federação de remo dos Países Baixos. O canal já recebeu o campeonato do mundo em 1977 e em 2014 e foi requalificado para esta edição. Pela primeira vez, a direção da regata é partilhada por duas pessoas — os campeões olímpicos Ilse Paulis e Nico Rienks. São esperados mais de 850 atletas de 64 países, com medalhas em 23 classes de embarcação ao longo de sete dias.

A composição da seleção portuguesa para Amesterdão não estava definida à data desta publicação, pelo que não avançamos nomes. Os restantes materiais da modalidade estão reunidos na secção de remo e canoagem, incluindo o registo da etapa da Taça do Mundo de canoagem em Montreal. Sobre os escalões de formação que alimentam estas seleções escrevemos em academias e formação.