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Portugal conquista o bronze por grupos na Taça do Mundo de ginástica aeróbica em Oradea
O grupo português de ginástica aeróbica conquistou a medalha de bronze na etapa da Taça do Mundo disputada em Oradea, na Roménia, a 2 de agosto, com 18,528 pontos. Nas provas individuais, quatro ginastas portugueses ficaram entre os oito primeiros.
A etapa da Taça do Mundo de ginástica aeróbica disputada em Oradea, na Roménia, deu a Portugal uma medalha de bronze na prova de grupos, a 2 de agosto de 2026. O exercício português foi pontuado com 18,528 e teve como intérpretes Tânia Almeida, Nádia Almeida, Rui Cansado, Tiago Pinheiro e Maria Rita Santos.
Nas provas individuais, o país colocou quatro ginastas entre os oito primeiros classificados: Tiago Pinheiro terminou em quarto lugar com 19,100 pontos, Rui Cansado em quinto com 18,950, Tânia Almeida em sexto com 18,550 e Nádia Almeida em oitavo com 16,800. É uma densidade de resultados invulgar para uma delegação de dimensão média numa etapa internacional.
Em paralelo com a Taça do Mundo, decorreu na mesma cidade o RomGym Trophy, competição destinada a escalões de formação. A dupla mista de juniores composta por Matilde Ferreira e Martin Medeiros conquistou o bronze, com 15,550 pontos; Matilde Maçanita foi sexta com 17,900 e Martin Medeiros sexto com 17,250 nas respetivas provas individuais.
A ginástica aeróbica pontua-se por três componentes independentes que se somam: a dificuldade, correspondente aos elementos declarados pela equipa antes do exercício; a execução, que penaliza desvios de técnica e de amplitude; e a componente artística, que avalia a construção coreográfica e a relação com a música. Um exercício com dificuldade alta mal executado pode pontuar abaixo de um exercício mais simples e limpo — e é essa a decisão estratégica que cada equipa toma na preparação.
A ginástica aeróbica é a menos conhecida das disciplinas reunidas sob a tutela internacional da modalidade. Os exercícios duram pouco mais de um minuto, são executados sobre um praticável quadrado e combinam elementos de força, flexibilidade, salto e equilíbrio com uma coreografia contínua de ritmo elevado. Disputa-se em provas individuais, de pares mistos, de trios, de grupos e em variantes coreografadas — e é nas provas coletivas que Portugal tem obtido os seus melhores resultados internacionais.
O próximo objetivo da seleção é o campeonato do mundo da disciplina, marcado para setembro de 2026, em Pamplona, Espanha. É o compromisso que fecha o ciclo competitivo da temporada e para o qual a estrutura nacional vem trabalhando desde o início do ano.
A temporada de 2026 da ginástica portuguesa tinha começado com um acontecimento de escala rara. Entre 8 e 12 de abril, o Portimão Arena recebeu o 30.º campeonato da Europa de trampolim, duplo mini-trampolim e tumbling, com mais de 700 ginastas de 30 federações. Portugal apresentou 76 ginastas — a terceira maior delegação europeia — e terminou com oito medalhas: um ouro, duas pratas e cinco bronzes.
O título europeu coube a Vasco Peso, no tumbling, disciplina disputada numa pista elástica em que os ginastas encadeiam saltos acrobáticos numa única passagem. Gabriel Albuquerque conquistou a prata no trampolim individual masculino, com um recorde nacional de pontuação, e Catarina Nunes e Sofia Correia venceram a prata no trampolim sincronizado feminino — a primeira vez que Portugal subiu ao pódio europeu nessa prova. A federação classificou o balanço do campeonato como muito positivo.
Entre um campeonato da Europa em casa, em abril, e um campeonato do mundo em setembro, a ginástica portuguesa está a atravessar a temporada mais densa da sua história recente. Os restantes materiais desta secção estão reunidos em multidesporto, e sobre os escalões de formação que sustentam estes resultados escrevemos em academias e formação.