O triatlo combina natação, ciclismo e corrida, separados por duas transições cronometradas que fazem parte do tempo total. No circuito mundial, cada etapa atribui pontos de acordo com a classificação e o estatuto da prova, e a grande final tem um peso superior ao das restantes: um atleta pode liderar toda a temporada e perder o título num único dia.
A vela de cruzeiro compara embarcações diferentes através de sistemas de compensação de tempos: cada barco recebe um coeficiente calculado a partir das suas características e o tempo compensado define a classificação. Na vela de regata, cada prova atribui pontos iguais à posição de chegada e vence quem somar menos — daí a expressão pontos líquidos, o total depois de descontado o pior resultado da série.
A ginástica pontua por soma de componentes independentes: a dificuldade, correspondente aos elementos declarados antes do exercício; a execução, que penaliza desvios técnicos e de amplitude; e, em várias disciplinas, uma componente artística. Um exercício difícil mal executado pode pontuar abaixo de um exercício simples e limpo, o que faz da construção do programa uma decisão estratégica.
O surf de competição avalia ondas, não tempo: cada surfista pontua as suas melhores duas ondas de uma série e a soma decide o confronto. Como o mar não distribui ondas de forma equitativa, a leitura das séries e a escolha do momento tornam-se parte da competência técnica — e é isso que distingue a modalidade de quase todas as outras.