As provas de piscina disputam-se em quatro técnicas — livres, costas, bruços e mariposa — e em combinações delas, nos estilos individuais e nas estafetas. Cada técnica tem regras próprias sobre a posição do corpo, o movimento dos membros e a forma do toque na viragem e na chegada, e a maior parte das desclassificações resulta precisamente do incumprimento dessas regras, não de partidas antecipadas.
Depois da partida e de cada viragem, o nadador pode permanecer submerso até um limite de quinze metros. O limite existe porque a progressão submersa, feita com ondulação, é mais rápida do que o nado à superfície na maioria das técnicas: sem esse teto regulamentar, algumas provas curtas transformar-se-iam em provas de apneia.
Nas águas abertas, quase tudo muda. Não há raias, o percurso é balizado por bóias, a temperatura da água entra nos critérios de segurança e o contacto físico entre nadadores faz parte da prova. A tática aproxima-se mais do ciclismo do que da natação de piscina: procura-se a esteira do adversário e reserva-se esforço para os últimos metros.
A natação artística é avaliada, não cronometrada. A pontuação resulta da soma de blocos independentes: os elementos técnicos, com grau de dificuldade declarado pela equipa antes do exercício e verificado por um painel próprio, e a impressão artística, que avalia coreografia, ocupação do espaço e sincronismo. Uma declaração ambiciosa mal executada pode custar mais pontos do que uma rotina simples bem cumprida.