Natação · Notícia

Dueto misto português é sexto na final técnica dos Europeus de Paris

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Daniel Ascenso e Beatriz Gonçalves terminaram em sexto lugar a final do dueto misto técnico do Campeonato da Europa de desportos aquáticos, disputada a 2 de agosto no Paris Aquatic Centre, com 174,5467 pontos.

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Bordo de uma piscina de competição com escada de acesso à água, sem nadadores.
Na natação artística, a pontuação divide-se entre execução técnica e impressão artística.

O dueto misto técnico português terminou em sexto lugar na final do Campeonato da Europa de desportos aquáticos, disputada a 2 de agosto no Paris Aquatic Centre. Daniel Ascenso e Maria Beatriz Gonçalves somaram 174,5467 pontos, resultado da soma de 98,0467 pontos atribuídos aos elementos técnicos e de 76,5000 pontos à impressão artística.

O título europeu foi conquistado pela Grã-Bretanha, com 229,6783 pontos. A Itália ficou em segundo lugar, com 229,0092, e o terceiro posto coube à equipa de atletas neutros, com 215,9201. A diferença entre o pódio e o sexto lugar concentra-se quase toda na primeira das duas componentes — a técnica —, que é também a que menos margem deixa à interpretação dos juízes.

Nas restantes provas em que Portugal alinhou nesta fase da competição, Anna Carvalho e Inês Dubini terminaram em 14.º lugar no dueto técnico feminino, e Cheila Vieira e Daniel Ascenso foram quintos no dueto misto livre. A natação artística ocupou o período entre 31 de julho e 5 de agosto, no primeiro bloco do programa europeu.

A seleção portuguesa presente em Paris é composta por treze atletas: Anna Carvalho, Elisabete Fortunato, Inês Dubini, Maria Fonseca, Rodrigo Carvalho e Teresa Barbedo, do Fluvial; Cheila Vieira, Daniel Ascenso, Lara Botelho, Lara Rolo, Maria Beatriz Gonçalves e Marta Abreu, do Gesloures; e Joana Rosa, do Portinado. A base clubística da modalidade em Portugal está, assim, concentrada em dois polos: o Porto e Loures.

Vale a pena explicar como se chega a um número como 174,5467. Desde a reformulação do sistema de pontuação, a rotina técnica é avaliada por dois blocos independentes. O primeiro atribui a cada elemento exigido um grau de dificuldade declarado antecipadamente pela equipa e verificado por um painel próprio, que corta pontuação sempre que o elemento não é executado como foi declarado. O segundo bloco avalia a impressão artística — coreografia, ocupação do espaço e sincronismo com a música — numa escala independente.

Esta arquitetura, que substituiu o modelo anterior de nota única, teve um efeito imediato: passou a ser possível perder mais pontos por uma declaração ambiciosa mal executada do que por uma rotina simples bem cumprida. Para equipas de países com menos praticantes, como Portugal, isso torna a construção do exercício uma decisão estratégica tanto quanto técnica.

A modalidade tem em Portugal uma base de praticantes reduzida e muito concentrada em poucos clubes, o que faz com que a mesma geração de atletas apareça, ao longo de vários anos, em provas diferentes do programa — do dueto técnico ao dueto livre e aos exercícios de equipa. Daniel Ascenso, que competiu em duas finais distintas nesta edição, é o exemplo mais claro desse acumular de funções dentro de uma seleção pequena.

O dueto misto é, aliás, uma das provas mais recentes do programa internacional. A abertura da modalidade à participação masculina em competições de topo é relativamente jovem e ainda produz quadros pouco numerosos, o que dá a países de dimensão média uma janela de acesso a finais que noutras provas não existiria.

O campeonato de Paris prossegue até 16 de agosto, com a parte de natação pura a começar a 10 de agosto — escrevemos sobre a delegação portuguesa de nove nadadores inscrita nessa fase. Todos os materiais da modalidade estão reunidos na secção de natação.