A relva é a superfície mais rápida e a mais irregular. O ressalto é baixo, a bola desliza e o tempo disponível para preparar o gesto encurta, o que valoriza o serviço e a subida à rede. É também a superfície que mais se transforma ao longo de um torneio: a erva desgasta-se junto às linhas de fundo, o ressalto perde previsibilidade e as trocas alongam-se na segunda semana.
A terra batida é o oposto. O piso trava a bola, eleva o ressalto e prolonga as trocas, transformando cada ponto num problema de construção e cada encontro num problema de resistência. É a superfície em que o deslizamento controlado se torna um gesto técnico próprio, e a única em que a marca deixada pela bola pode ser usada para verificar uma decisão de arbitragem.
O piso rápido, dominante nos torneios de interior e no calendário norte-americano, ocupa um lugar intermédio, mas mais próximo da relva: ressalto médio e previsível, trocas curtas e um peso enorme atribuído ao serviço e à devolução. É a superfície que menos perdoa erros de colocação e a que mais recompensa a intensidade sustentada.
A classificação do circuito não é um ranking de mérito histórico: é uma soma dos melhores resultados obtidos nos últimos doze meses, que se atualiza semanalmente à medida que os pontos de um ano caducam. Por isso, um jogador que repita exatamente os mesmos resultados do ano anterior mantém-se estável — e um que falhe um torneio onde tinha ido longe desce sem ter perdido nível.