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US Open 2026: 22 dias em Nova Iorque e um torneio de pares mistos antes do quadro principal

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O último major da temporada decorre entre 23 de agosto e 13 de setembro no complexo de Flushing Meadows. A grande alteração de calendário mantém-se: o torneio de pares mistos é disputado antes do arranque dos quadros principais de singulares.

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Raqueta de ténis pousada junto à rede num campo de piso rápido.
O piso rápido de Nova Iorque encurta as trocas e desloca a decisão para o serviço e a devolução.

O US Open de 2026 decorre entre 23 de agosto e 13 de setembro, no USTA Billie Jean King National Tennis Center, em Nova Iorque. A organização conta 22 dias de competição e de atividades, o que faz deste o major com o programa mais longo do calendário.

A semana de abertura ao público começa a 23 de agosto. A qualificação dos quadros de singulares decorre entre 24 e 27 de agosto, e os quadros principais de singulares arrancam a 30 de agosto. A final de singulares masculinos está marcada para 13 de setembro, encerrando a temporada dos majores.

A alteração mais relevante ao formato diz respeito aos pares mistos, que deixaram de ser disputados no meio da segunda semana e passaram a ocupar um espaço próprio antes do torneio. A 24 de agosto disputa-se uma qualificação entre oito duplas por dois lugares no quadro, no court Grandstand, com acesso aberto ao público.

O quadro principal de pares mistos é composto por 16 duplas. A primeira ronda e os quartos de final decorrem a 25 de agosto, distribuídos pelos courts Arthur Ashe e Louis Armstrong; as meias-finais e a final disputam-se a 26 de agosto, no Arthur Ashe. Seis duplas entram diretamente pela soma das classificações de singulares dos dois jogadores, e as restantes chegam por convite da organização ou pela qualificação.

A deslocação do torneio de pares mistos para antes do quadro principal tem uma consequência prática imediata: permite que jogadores de singulares participem sem sobrepor compromissos, porque na semana anterior ao arranque dos quadros principais quase todos já se encontram em Nova Iorque a treinar. É essa disponibilidade, e não o formato em si, que explica a composição da lista de inscritos.

O critério de entrada explica a composição pouco habitual da lista: figuram nela jogadores que raramente disputam pares, como Aryna Sabalenka e Novak Djokovic, inscritos na mesma dupla. A organização anunciou ainda, em maio de 2026, a alteração da data do dia dedicado ao público mais jovem no Arthur Ashe.

Do lado português, o quadro só ficará conhecido depois do sorteio, pelo que a redação não avança nomes. O que está registado é a posição de cada jogador no circuito: Nuno Borges é o número 48 do ranking masculino e tem como melhor resultado em Nova Iorque a quarta ronda de 2024; Francisco Cabral ocupa o 19.º lugar em pares; e Jaime Faria, no 119.º posto, e Henrique Rocha, no 120.º, surgem como candidatos à fase de qualificação.

Os campeões de Wimbledon de 2026, Jannik Sinner e Linda Nosková, chegam a Nova Iorque depois da temporada de relva e de um bloco de piso rápido norte-americano que, à data desta publicação, ainda decorre. Por essa razão não incluímos aqui resultados desses torneios: só entram no arquivo depois de concluídos.

Falta dizer o que muda com um piso rápido: o ressalto é mais baixo e mais previsível do que na terra batida, as trocas encurtam e o peso da decisão desloca-se para o serviço e para a devolução. É o piso que menos perdoa erros de colocação e o que mais recompensa quem consegue manter intensidade ao longo de duas semanas. Outros materiais sobre o circuito estão reunidos na secção de ténis, incluindo a cobertura do torneio de Cascais.