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Luca Van Assche conquista o ATP 250 de Cascais e os portugueses ficam pelo caminho

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A 11.ª edição do torneio português do circuito ATP decorreu entre 20 e 26 de julho, em terra batida, no Clube de Ténis do Estoril, em Cascais. Luca Van Assche venceu a final diante de Alexander Blockx em três partidas.

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Marcações brancas sobre o piso de terra batida de um campo de ténis, vistas de perto.
A terra batida prolonga o ressalto e transforma o torneio numa prova de resistência tática.

O torneio português do circuito ATP, na categoria 250, chegou em 2026 à 11.ª edição. O quadro principal disputou-se entre 20 e 26 de julho no Clube de Ténis do Estoril, em Cascais, sobre terra batida, com a fase de qualificação nos dias 18 e 19 de julho.

A final de singulares foi ganha por Luca Van Assche, que bateu o belga Alexander Blockx por 6-4, 4-6 e 7-5. O francês tornou-se o segundo jogador do seu país a vencer a prova, depois de Richard Gasquet, em 2015. O marcador descreve um encontro equilibrado do princípio ao fim, decidido apenas no derradeiro jogo do terceiro set.

Na final de pares, a dupla francesa Titouan Droguet e Kyrian Jacquet venceu os brasileiros Orlando Luz e Rafael Matos por 7-6 (7-2), 6-7 (4-7) e [11-9], num match tie-break prolongado. Foi o segundo título francês do fim de semana e fechou uma edição em que o quadro de pares produziu mais encontros longos do que o de singulares.

Do lado português, Nuno Borges era o quinto cabeça de série do quadro de singulares e caiu diante do argentino Roman Andrés Burruchaga. Em pares, a dupla que Borges forma com Francisco Cabral venceu a primeira ronda frente a Arthur Reymond e Luca Sanchez por 7-6 (4) e 7-6 (0), num encontro que se prolongou por quase duas horas, a 22 de julho.

A dupla portuguesa tinha conquistado o título de pares desta prova quatro anos antes e, em 2026, voltou a chegar aos quartos de final — a terceira vez nas últimas quatro edições. Nessa ronda, os adversários foram a quarta dupla cabeça de série, formada por Vasil Kirkov e Bart Stevens. O resultado desse encontro não ficou confirmado em fonte documental consistente, pelo que não o publicamos.

A posição do torneio no calendário explica parte do quadro de participantes. Disputado em terra batida em pleno bloco de piso rápido do circuito internacional, o torneio de Cascais atrai sobretudo especialistas do piso lento e jogadores a recuperar posições na classificação, e menos nomes do topo da hierarquia — que nesta altura do ano orientam a preparação para os torneios norte-americanos.

A organização atribuiu três convites a portugueses no quadro de singulares — Frederico Ferreira Silva, Tiago Pereira e Tiago Torres — e mais dois a duplas nacionais no quadro de pares. É a função habitual de um torneio de categoria 250 num país sem grande densidade competitiva: garantir que jogadores de casa entram em quadros principais a que, pela classificação, não teriam acesso direto.

Em termos de posição no circuito, e à data de agosto de 2026, Nuno Borges é o número 48 do ranking masculino e a primeira raqueta portuguesa. Francisco Cabral igualou a melhor classificação de sempre de um português em pares, ao chegar ao 19.º lugar. Jaime Faria surge no 119.º posto e Henrique Rocha no 120.º — dois nomes que representam a geração seguinte do ténis nacional.

O que este torneio mede, no fundo, não é o nível dos vencedores: é a capacidade de um circuito nacional produzir jogadores que se sustentem no calendário internacional. Escrevemos sobre Wimbledon de 2026 e sobre o calendário do US Open; a secção de ténis reúne todos os materiais da modalidade.