Rubrica

Remo e canoagem — planos de água, embarcações e regatas

Duas modalidades que partilham a água e quase nada mais: o sentido da deslocação, o apoio do remo e a posição do corpo separam-nas por completo.

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Embarcação de remo estreita a deslizar sobre água calma ao amanhecer.

O remo e a canoagem são frequentemente confundidos por quem os vê de longe, e não têm quase nada em comum do ponto de vista técnico. No remo, o atleta desloca-se de costas para a chegada e o remo apoia-se num ponto fixo da embarcação; na canoagem, o atleta olha para a frente e a pá não tem apoio na embarcação.

Nesta secção acompanhamos os campeonatos do mundo, as Taças do Mundo e o percurso dos atletas portugueses nas duas modalidades, que em Portugal partilham planos de água e, muitas vezes, os mesmos clubes.

Publicamos resultados de provas concluídas, com data, e não avançamos composições de seleção antes de estarem confirmadas.

Materiais publicados

Todas as peças desta rubrica, da mais recente para a mais antiga. Cada uma indica a data de publicação e quem a assina.

Sobre a modalidade: classes, distâncias e categorias

No remo distinguem-se dois gestos. No remo de pares, cada atleta maneja dois remos, um em cada mão — é o caso do skiff individual e do duplo scull. No remo de ponta, cada atleta maneja um único remo apoiado num dos bordos, o que obriga a equilibrar a embarcação com a disposição alternada dos atletas. Raramente os mesmos remadores se destacam nas duas famílias.

A distância padrão do remo internacional é de 2000 metros, disputados em raias sobre água plana, com finais que duram entre seis e sete minutos. A prova divide-se na prática em quatro fases: um arranque muito acima do ritmo de cruzeiro, um bloco central de cadência estabilizada, uma leitura tática por volta dos 1500 metros e um último quarto em que a cadência volta a subir.

A canoagem de velocidade organiza-se por tipo de embarcação e por número de tripulantes: K para caiaque, C para canoa, seguidos do número de atletas. As distâncias de raia vão dos 200 aos 1000 metros; a prova de 5000 metros disputa-se em circuito com viragens em bóia, permite contacto tático entre embarcações e aproxima-se, nesse aspeto, de uma corrida de fundo.

Ambas as modalidades mantêm categorias de pesos leves, com limites de massa corporal verificados antes das provas. A razão é estrutural: em desportos onde a força absoluta é determinante, uma categoria única excluiria por completo atletas de menor estatura, e a categoria existe para preservar a competitividade.

Leitura complementar: História das arenas, Glossário do atletismo e da natação e Academias e formação.