No remo distinguem-se dois gestos. No remo de pares, cada atleta maneja dois remos, um em cada mão — é o caso do skiff individual e do duplo scull. No remo de ponta, cada atleta maneja um único remo apoiado num dos bordos, o que obriga a equilibrar a embarcação com a disposição alternada dos atletas. Raramente os mesmos remadores se destacam nas duas famílias.
A distância padrão do remo internacional é de 2000 metros, disputados em raias sobre água plana, com finais que duram entre seis e sete minutos. A prova divide-se na prática em quatro fases: um arranque muito acima do ritmo de cruzeiro, um bloco central de cadência estabilizada, uma leitura tática por volta dos 1500 metros e um último quarto em que a cadência volta a subir.
A canoagem de velocidade organiza-se por tipo de embarcação e por número de tripulantes: K para caiaque, C para canoa, seguidos do número de atletas. As distâncias de raia vão dos 200 aos 1000 metros; a prova de 5000 metros disputa-se em circuito com viragens em bóia, permite contacto tático entre embarcações e aproxima-se, nesse aspeto, de uma corrida de fundo.
Ambas as modalidades mantêm categorias de pesos leves, com limites de massa corporal verificados antes das provas. A razão é estrutural: em desportos onde a força absoluta é determinante, uma categoria única excluiria por completo atletas de menor estatura, e a categoria existe para preservar a competitividade.