Remo e canoagem · Notícia
Fernando Pimenta soma o 31.º ouro em Taças do Mundo e aponta ao Mundial de Poznan
Fernando Pimenta venceu duas provas na etapa da Taça do Mundo de canoagem de velocidade disputada em Montreal: o K1 1000 metros, a 11 de julho, e o K1 5000 metros, a 12. É o seu 31.º ouro na competição.
A etapa canadiana da Taça do Mundo de canoagem de velocidade decorreu em Montreal e deu a Portugal dois triunfos em dois dias. Fernando Pimenta venceu o K1 1000 metros no sábado, 11 de julho, e regressou no domingo, 12, para conquistar também o K1 5000 metros. Com estas duas vitórias, o atleta chegou ao 31.º ouro conquistado em etapas da competição.
Na prova longa, Pimenta cortou a meta em 21:57.79. O dinamarquês Mads Pedersen terminou a 4,81 segundos e o espanhol Javier López fechou o pódio. Os 5000 metros são a distância mais atípica do programa da canoagem de velocidade: disputa-se com viragens em bóia e com o pelotão agrupado, o que introduz um elemento tático — o aproveitamento da esteira do adversário — que não existe nas provas em raia.
A etapa rendeu ainda uma segunda medalha coletiva. O K4 500 metros português, composto por Gustavo Gonçalves, João Ribeiro, Messias Baptista e Pedro Casinha, terminou no segundo lugar. Bruno Brasileiro foi 12.º nos 5000 metros. No total, Portugal regressou de Montreal com três medalhas.
Pimenta compete pelo Benfica e é, há mais de uma década, o atleta português com presença mais constante nas finais internacionais da modalidade. O seu currículo inclui um título mundial conquistado em Duisburgo, em 2023, e outras medalhas na mesma edição; em 2025, em Milão, voltou a alcançar a final do K1 500 metros. O número de 31 ouros em Taças do Mundo é, por si só, uma medida da longevidade competitiva de um atleta que continua a somar em duas distâncias muito diferentes.
O grande objetivo da temporada está marcado para o fim de agosto: o campeonato do mundo de canoagem de velocidade e paracanoagem decorre entre 26 e 30 de agosto de 2026 em Poznan, na Polónia. O prazo para a entrega das inscrições nominais termina a 16 de agosto, o que significa que a composição das equipas só ficará conhecida depois dessa data — razão pela qual não avançamos nomes.
O calendário mundial de 2026 já tinha incluído, antes de Montreal, dois compromissos em Halifax: o campeonato do mundo de juniores e de sub-23, entre 1 e 5 de julho, e o campeonato do mundo de veteranos, entre 25 e 27 de junho. É um calendário denso para uma modalidade que, em Portugal, assenta num número relativamente reduzido de clubes.
Do ponto de vista técnico, vale a pena separar o que estas duas vitórias significam. O K1 1000 metros é uma prova de potência sustentada, com cerca de três minutos e meio de esforço quase contínuo em raia própria. O K1 5000 metros dura mais de vinte minutos, obriga a várias viragens em ângulo apertado e permite contacto tático entre embarcações. Vencer as duas no mesmo fim de semana exige perfis fisiológicos que raramente coexistem no mesmo atleta.
A modalidade tem em Portugal uma base de trabalho estável em planos de água abrigados, sobre a qual escrevemos no arquivo da secção de remo e canoagem — onde publicámos também o registo dos quatro campeões do mundo de sub-23 do remo português, em julho de 2026.