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Volta a Portugal à Vela: Makai e Funbel vencem oito etapas de Viana do Castelo a Portimão
A Volta a Portugal à Vela decorreu entre 25 de julho e 1 de agosto, ao longo de 355 milhas náuticas e oito etapas, de Viana do Castelo a Portimão. Participaram 31 embarcações, e os títulos foram para o Makai, na classe ORC, e para o Funbel, na classe ANC.
A Volta a Portugal à Vela de 2026 disputou-se entre 25 de julho e 1 de agosto, ao longo de toda a costa continental. Foram oito etapas e 355 milhas náuticas entre Viana do Castelo e Portimão, com escalas no Porto, Figueira da Foz, Cascais, Lisboa e Sines. Alinharam 31 embarcações, sob organização da federação portuguesa da modalidade.
Na classe ORC, o triunfo coube ao Makai. Na classe ANC, venceu o Funbel, seguido no pódio pelo Anthea e pelo Blu. Uma tripulação de Vila do Conde terminou a prova no sexto lugar. A regata regressou ao calendário depois de uma interrupção, retomando o formato de oito dias que a tinha caracterizado.
A existência de duas classificações distintas explica-se pelo sistema de compensação de tempos, que é a base de toda a vela de cruzeiro. Barcos com comprimentos, velames e desenhos de casco diferentes não podem ser comparados pelo tempo real de chegada: cada embarcação recebe um coeficiente calculado a partir das suas características, e o tempo compensado resultante é que define a classificação. A classe ORC usa um sistema de medição detalhado; a classe ANC destina-se a embarcações sem certificado de medição completa.
Uma regata costeira desta dimensão tem um problema tático próprio, que não existe em regatas de percurso fechado: o vento térmico. Ao longo do verão, a costa portuguesa gera brisas que se levantam a meio da manhã e caem ao fim da tarde, com direções que dependem da orientação de cada troço. Decidir se se navega junto a terra, para apanhar essa brisa, ou ao largo, para procurar vento mais constante, é a escolha que separa a maioria das tripulações.
O ano de 2026 tinha começado com a vela olímpica portuguesa em atividade internacional. Em março, no campeonato da Europa da classe 470, disputado em Vilamoura, alinharam a tripulação de Diogo Costa e Carolina João e a dupla de Beatriz Gago e Rodolfo Pires. Ambas se qualificaram para a frota principal e para a regata das medalhas: antes dessa regata final, Gago e Pires ocupavam o quinto lugar com 36 pontos e Costa e João o oitavo.
Costa e João tinham conquistado, antes disso, o Trofeu Bahía de Santander, com 24 pontos líquidos ao fim de três dias de competição. Em maio, Portimão recebeu o campeonato da Europa aberto da classe iQFOiL, em que o melhor português foi Ricardo Correia, no 92.º lugar entre 117 participantes, com 348 pontos; Belchior Neves terminou em 115.º e Martim Monteiro em 116.º. Os títulos foram para o neerlandês Luuc van Opzeeland e para a israelita Tamar Steinberg.
A pontuação da vela funciona ao contrário da maioria das modalidades: cada regata atribui a cada tripulação um número de pontos igual à sua posição de chegada, e vence quem somar menos ao fim da série. É por isso que se fala em pontos líquidos — o resultado depois de descontado o pior desempenho — e é por isso que uma desclassificação isolada pode custar mais do que várias corridas medianas.
O calendário nacional fecha o ano com um compromisso de dimensão internacional: em dezembro de 2026, Vilamoura recebe o campeonato do mundo de juvenis da classe ILCA, entre 15 e 19 de dezembro, com mais de 400 velejadores inscritos de 65 países. Os restantes materiais desta secção estão reunidos em multidesporto, incluindo o registo da etapa de Londres do circuito mundial de triatlo.