Ciclismo · Notícia
Julius Johansen abre a 87.ª Volta a Portugal com triunfo no prólogo junto aos Jerónimos
O prólogo da 87.ª Volta a Portugal em Bicicleta correu-se em Belém, a 5 de agosto, sobre 6,5 quilómetros contra o relógio. Venceu o dinamarquês Julius Johansen, em 7:12, à média de 54,1 quilómetros por hora, e é dele a primeira camisola amarela da prova.
A 87.ª Volta a Portugal em Bicicleta arrancou a 5 de agosto com um prólogo de 6,5 quilómetros contra o relógio em Lisboa, disputado junto ao Mosteiro dos Jerónimos, em Belém. O vencedor foi o dinamarquês Julius Johansen, da UAE Team Emirates-XRG, que cortou a meta em 7:12 e fixou uma média de 54,1 quilómetros por hora num percurso plano e rápido.
Rui Oliveira, do mesmo coletivo, terminou a quatro segundos, e Rafael Reis, da formação Anicolor/Campicarn, ficou a sete. Artem Nych completou o quarteto da frente, a nove segundos. Com este resultado, Johansen vestiu a camisola amarela e abriu a prova na liderança da classificação geral — uma vantagem contada em segundos, que num prólogo desta distância serve sobretudo para organizar a ordem de partida e as prioridades das equipas nos primeiros dias.
A edição de 2026 decorre entre 5 e 16 de agosto, com partida em Lisboa e chegada ao Porto. O formato mantém a estrutura clássica: prólogo, nove etapas em linha e um contrarrelógio individual. Sobre a distância total há divergência entre fontes — parte das publicações aponta 1 388 quilómetros e outras 1 429 —, e a redação prefere registar as duas versões a escolher uma sem base documental.
O traçado sai de Lisboa para norte por etapas longas: Lourinhã–Sintra/Queluz, a 6 de agosto, sobre 153 quilómetros; Sines–Albufeira, 177 quilómetros, a 7; Beja–Elvas, 180 quilómetros, a 8; Figueiró dos Vinhos–Torre, 148 quilómetros, a 9; e o contrarrelógio de 17 quilómetros entre Anadia/Sangalhos e Águeda, a 10 de agosto. O dia de descanso está marcado para 11 de agosto, em Santa Maria da Feira.
A segunda metade concentra a montanha. Santa Maria da Feira–Peso da Régua, 129 quilómetros, a 12; Vieira do Minho–Gerês, 147 quilómetros, a 13; Melgaço–Fafe, 166 quilómetros, a 14; Paredes–Mondim de Basto, 141 quilómetros, a 15; e Maia–Porto, 124 quilómetros, no dia 16, para encerrar. A novidade mais discutida é a etapa de Mondim de Basto: pela primeira vez, inclui duas subidas ao Alto da Senhora da Graça, o Monte Farinha, por acessos diferentes — uma solução que transforma um clássico da prova numa etapa de dupla decisão.
Há mais duas estreias no traçado. A primeira é uma subida no Parque Nacional da Peneda-Gerês, por Germil, com troços em piso não alcatroado — terreno que penaliza tanto a escolha de material como a colocação no pelotão. A segunda é um troço da estrada histórica EN222, ao longo das encostas do Douro, que a organização recuperou para a etapa de Peso da Régua.
O pelotão reúne 17 equipas: uma WorldTeam, que se estreia na prova, duas ProTeams e catorze formações continentais de Portugal, Brasil, Suíça e Estados Unidos. Artem Nych apresenta-se como vencedor em título, depois de ter conquistado as edições de 2024 e de 2025, e procura o terceiro triunfo consecutivo. Entre os portugueses, Tiago Antunes, da Efapel, chega à partida com a Volta ao Alentejo e o Troféu Joaquim Agostinho no currículo desta temporada. A corrida tem acompanhamento pela televisão pública portuguesa e, nesta edição, cobertura internacional pela primeira vez.
Um prólogo é o capítulo mais curto de uma Volta e o mais enganador. Sete minutos de esforço isolado dizem quem está afinado no arranque, não quem chega ao Porto na frente — para isso faltam ainda a Torre, o Gerês, Fafe e a dupla subida a Mondim de Basto. Esta redação regista o que já se correu e não antecipa o resto; os materiais anteriores da modalidade estão reunidos na secção de ciclismo, e escrevemos também sobre a Vuelta que parte do Mónaco a 22 de agosto.